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Assistência Integral: a saúde acompanhada de confiança, empatia e respeito

Aliada à atenção domiciliar, a coordenação do cuidado favorece a autonomia do idoso e ajuda a desafogar outros elos do ecossistema de saúde

Nunca esteve tão em alta manter (e cuidar) da saúde como nesses tempos pandêmicos. Se o aparecimento da covid-19 nos fez olhar com mais frequência e, principalmente, atenção para os sinais que o nosso corpo dá quando algo não vai bem, também nos exigiu colocar no radar a manutenção da saúde, e não apenas o cuidado da doença. 

Uma pesquisa realizada pela Ipsos, em 2021, numa parceria com o Global Institute for Women’s Leadership, com mais de 20 mil entrevistados, mostrou que 57% dos brasileiros pretendem mudar seus hábitos a fim de melhorar a saúde. Já o estudo World Mental Health Day 2021 revelou que três em cada quatro pessoas no Brasil se preocupam com seu bem-estar mental. 

Os números indicam que a pandemia reforçou um movimento que já vinha sendo delineado: as pessoas estão mais preocupadas com sua saúde física (e investem com regularidade no combo exercícios físicos + alimentação equilibrada), mas também atentas ao seu bem-estar emocional e psicológico. 

No sistema de saúde, o cuidado global e  coordenado do ser humano ganha o nome de assistência integral. O objetivo dessa abordagem é garantir a cada pessoa uma atenção que vá além da prática curativa, que a considere em um contexto social, familiar e cultural, com suas expectativas, dúvidas e dores. “O sistema, de um modo geral, está migrando do modelo de doença para o modelo de saúde. Ou seja, há uma mudança de paradigma em curso e o foco passará a ser o trabalho com prevenção e promoção da saúde”, explica Bernardete Weber, sócia e responsável pela operação assistencial da Laços Saúde.  

Nesse cenário, os idosos ganham atenção extra: a mobilidade, as habilidades físicas e até determinadas capacidades cognitivas mudam e é preciso se adequar às transformações. “As adaptações requerem persistência, e, entre os idosos, ainda mais”, afirma Bernardete.  

Os casos de internação podem se tornar mais frequentes e algumas famílias preferem optar por Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPI). Manter o  idoso em casa, porém, pode ser mais benéfico para seu bem-estar. “A atenção domiciliar traz resultados significativos quando aplicada a essa faixa etária, e não apenas para aqueles que estão doentes. O objetivo é que todo idoso preserve suas funcionalidades. Com o apoio de um profissional da saúde especializado, como um enfermeiro, isso é bastante provável.”

Assistência integral na atenção domiciliar

Para Bernardete, o atendimento domiciliar ainda pode ser incrementado, se o prestador de serviços conseguir vislumbrar o indivíduo de maneira holística, considerando as particularidades de sua casa, respeitando seu espaço e levando  em conta aspectos emocionais, mentais e espirituais. “Essa coordenação do cuidado, que vai desde uma orientação sobre como tomar determinado medicamento até uma conversa num dia que o idoso está se sentindo mais sozinho, deve ser realizada com empatia, confiança e vínculo”, explica. A ideia principal é que promoção de saúde rime com autocuidado. “Precisamos lembrar que nós somos os primeiros responsáveis pela nossa vida”, retoma a executiva.

Mais  do que isso, transformar a casa em ponto focal da assistência integral, colocando o paciente no centro da estratégia, contribui para a organização dos serviços de saúde, postergação dos marcos de fragilidade e manutenção do papel social do idoso. Estes benefícios estão alinhados ao conceito de healthspan, que prega que os esforços devem ser mais focados na  busca por qualidade de vida ao longo dos anos, não somente no aumento da expectativa de vida.

Este foco no bem-estar, assistência integral e atenção domiciliar vem se expandindo no mundo todo e, no Brasil, já é prática inclusive no Sistema Único de Saúde (SUS). E não são poucas as vantagens para o sistema de saúde e os usuários. Se numa ponta as pessoas se sentem acolhidas, fortalecidas e mais bem assistidas – afinal, nessa prática, prevalecem a humanização do cuidado e o incentivo à autonomia –, na outra, há uma otimização do uso de leitos e recursos hospitalares e um desafogamento das portas de urgência. Isto é, se para as corporações essa proposta significa uma garantia da continuidade do tratamento e economia com o tratamento de intercorrências e agudização dos casos, para os beneficiários, esse é um cuidado com jeito de abraço quentinho. 

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