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Como é o cuidador de idoso na Europa?

Segundo um documento do Global Coalition on Aging (GCOA), em 2060, 155 milhões de europeus — cerca de 30% da população total — terá 65 anos ou mais. Em 1950, o número era de apenas 12%. Tais dados refletem diretamente as mudanças ocorridas no setor de saúde e no exercício do profissional cuidador de idoso na Europa.

Os sistemas de saúde existentes no velho continente foram, no geral, criados quando as pessoas mal sonhavam em chegar aos 60 anos, muito menos viver bem dos 70 para cima. Para se adequar as taxas de envelhecimento populacional e a crescente demanda por atendimento de qualidade, muitos países passaram a explorar novas maneiras de fornecer saúde na terceira idade.

Atualmente, há um grande leque de opções. O que inclui subsídios do governo, o oferecimento do serviço de um cuidador de idoso, cuidados informais de membros da família, amigos, intervenções tecnológicas e, o sistema mais difundido, o atendimento domiciliar baseado no relacionamento.

Os custos com a saúde

O aumento da demanda por cuidados exige o emprego de recursos financeiros. Em 2014, os países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) gastavam, em média, 1,4% do PIB com cuidados de longa duração. Estima-se que esses custos devem seguir aumentando, com projeções de 6,4% até 2060.

Essa despesa pública é bem nos países escandinavos (onde custa de 3% a 4% do PIB) e mais baixa na Europa Central e Oriental (na Polônia alcança menos de 1% do PIB). Essa diferença nos custos é reflexo direto da diversidade dos sistemas de cuidados oferecidos. 

Na Holanda, por exemplo, há uma grande gama bem desenvolvida, tanto governamental, quanto do setor privado. O país, inclusive, já foi classificado como o melhor sistema de saúde da União Europeia. Seu grande diferencial, é justamente desenvolver projetos específicos para a terceira idade e olhar para o cuidador de idoso como um profissional essencial a qualidade prestada. 

É o caso do modelo Buurtzorg, que nasceu no país e leva enfermeiros às localidades onde os idosos vivem. Além de permitir a permanência dos pacientes em suas casas, com autonomia e por mais tempo — ao invés de se propagar a cultura de casas de repouso —, o atendimento domiciliar é baseado no relacionamento.

Ou seja, muito mais do que um enfermeiro, atento as dosagens de remédios e medição da pressão, o cuidador de idoso do modelo Buurtzorg se atenta a qualidade de vida do paciente. 

O cuidador de idoso na sociedade 

A demanda europeia por cuidadores de idosos profissionais deve dobrar até 2050. Da mesma forma, o aumento da força de trabalho para a assistência domiciliar pode ser um importante fator econômico, criador de muitos empregos. À medida que o campo cria oportunidades, ele também fornece estabilidade de renda e um caminho gratificante.

Para profissionais em início de carreira, tal trabalho tem trazido novos treinamentos e desenvolvimento contínuo para adequação às oportunidades. Além de poder fornecer um caminho para o avanço em campos da saúde, geriatria, gerontologia e enfermagem.

De acordo com a pesquisa da GCOA, o cuidado centrado na pessoa e na saúde na terceira idade foi apontado pelos profissionais europeus como mais recompensador do que dar a eles uma lista de verificação de tarefas a serem concluídas. Da mesma forma, relataram que se relacionar com os idosos de quem cuidam traz altos níveis de satisfação pessoal e bem-estar.

Outro ponto, trazido pela GCOA, foi que no mundo, em geral, a responsabilidades de cuidar de entes da família costuma cair sobre os ombros femininos. Na Espanha, por exemplo, 84% dos cuidadores familiares são mulheres. Muitas deixam empregos em tempo integral ou diminuem as horas de trabalho para prestar essa atenção.

Portanto, ao reduzir a carga de cuidados sobre as esposas, filhas e irmãs e trazer o cuidador de idoso baseado em um relacionamento, trabalha-se ainda a igualdade de gênero em toda a sociedade e o crescimento econômico.

Buurtzorg no Brasil

A oferta de atendimento domiciliar oferecida por um cuidador de idoso capacitado, surgiu na Europa como uma opção sustentável para fornecer a alta qualidade de atendimento que as pessoas necessitam, desejam e merecem.

Devido à natureza altamente personalizável e preventiva desse tipo de cuidado, todos os países enfrentando o envelhecimento populacional podem se beneficiar de sistemas que olhem para a causa com carinho.

Sabendo disso, a Laços Saúde trouxe para o Brasil o modelo Buurtzorg, adaptando os diferenciais do atendimento ao idoso na Europa a realidade do país. Chegou a hora do Brasil investir na construção de uma força de trabalho prestativa e com as melhores habilidades.

Nos planos oferecidos pela Laços Saúde, bem-estar físico e emocional são sintomas provindos diretamente da assistência domiciliar, pois ela coloca o idoso no centro de atendimento. Facilita, assim, o desenvolvimento de relacionamentos fortes e de confiança entre o cuidador de idoso e o destinatário do cuidado. 

Conheça mais sobre o modelo Buurtzorg e a parceria com a Laços em www.localhost/lacossaude.

Fonte: Global Coalitionon Aging.

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