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Como o modelo Buurtzorg pode colaborar com a equidade de gênero?

Você já parou para pensar no trabalho em prol da equidade de gênero e de uma sociedade mais igualitária que projetos como o modelo Buurtzorg efetuam? A ligação entre os temas não parece clara? Vamos do princípio então!

O papel das mulheres no desenvolvimento econômico tem sido um tópico popular em muitos debates. Há anos testemunhamos o aumento drástico da participação delas no mercado de trabalho, na vida pública e em vários outros setores na maioria dos países desenvolvidos e em desenvolvimento. Inclusive, como profissionais de saúde aplicadas e eficientes. No entanto, ainda há certas questões que recebem pouca atenção. É o da caso das responsabilidades de cuidar da família, principalmente de entes doentes.

Além de serem a maioria na função, estudos indicam que 36% das mulheres cuidadoras lidam com as tarefas de cuidado mais difíceis. Ou seja, tomar banho, ir ao banheiro e se vestir, em comparação com 24% dos homens. Eles são mais propensos a ajudar nas finanças, organização de cuidados e outros tarefas menos onerosas.

O cuidar da família

Cuidar da família, isto é, de forma não remunerada, há muito tempo é considerado um ‘problema da mulher’. Tal pensamento reflete diretamente não apenas em desigualdades de gênero, mas também em iniquidades financeiras e de saúde. Na Espanha, por exemplo, 84% dos cuidadores familiares são mulheres. Já nos Estados Unidos, mais de 75% de todos os cuidadores são mulheres e podem passar até 50% mais tempo prestando cuidados do que os homens. Muitas deixam empregos em tempo integral ou diminuem as horas de trabalho para prestar essa atenção.

Embora o cuidado familiar para a saúde do idoso ou doente crônico possa trazer experiências positivas, fortalecedoras e memoráveis, também é comumente associado a custos pessoais. A cuidadora tem de lidar em conjunto com as demandas emocionais, psicológicas, físicas e financeiras que ocorrem como resultado desse atendimento. A sobrecarga acaba por impor barreiras nos relacionamentos. Cansa tanto o paciente quanto quem lhe administra os cuidados e pode gerar consequências irreversíveis para essa estrutura familiar.

Ações do modelo Buurtzorg

O modelo Buurtzorg revolucionou o sistema de saúde holandês ao tratar o atendimento ao idoso com base na humanização. Entretanto, o que poucos enxergam, é que ao fazer isso e profissionalizar ainda mais o atendimento domiciliar, o projeto reduziu a carga de cuidados sobre as esposas, filhas e irmãs. Ao mesmo tempo em que fundou uma empresa que continua a prover o cuidador ao idoso baseado em um relacionamento.

Como consequência, melhorou a qualidade de vida dos pacientes e a interação familiar. Já que possibilita que o cuidado entre parentes seja não uma obrigação, mas sim uma atenção baseada no amor. O resultado leva mais mulheres ao mercado de trabalho e aquece a economia. Fora isso, em sua estrutura autogerenciada, mais benéfica e respeitosa ao trabalho dos profissionais envolvidos, o modelo Buurtzorg também reflete a equidade em sua estrutura empregatícia. 

E é exatamente essa lista de qualidades e benefícios que incentivou a Laços Saúde a adaptar exclusivamente esse modelo de assistência, tão humano, as condições do Brasil. Tais valores seguem gerindo os planos oferecidos aqui. Inclusive com uma solução específica de apoio à solidão realizada por senhoras aposentadas em alguma área de saúde ou afins. 

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