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Modelo Buurtzoorg: como oferecer assistência domiciliar em uma pandemia?

A pandemia do novo coronavírus (Covid-19) revelou o espírito e os pontos fortes daqueles que trabalham na área da saúde e cuidados. O distanciamento físico e a prioridade de certos atendimentos, mudou perspectivas e trouxe à tona rachaduras que ameaçam o sistema. Nesse cenário, como um provedor de assistência domiciliar, como o modelo Buurtzoorg, opera e responde à crise? 

O objetivo das equipes do modelo é ajudar os idosos e doentes crônicos a viver bem e ter saúde em casa, aproveitando dos benefícios da própria comunidade. Essa prática acaba por envolver quatro pilares:

  • Suporte baseado em relacionamento e centrado na pessoa;
  • Tomada de decisão o mais próximo possível do paciente e por meio da autogestão;
  • Bem-estar das pessoas apoiadas e suas conexões com a comunidades;
  • E, obviamente, o bem-estar dos próprios profissionais.

Como essas quatro áreas foram afetadas pela crise?

Em um modelo tradicional de assistência de saúde, um líder central definiria escalas. No modelo Buurtzoorg, as equipes focam o bem-estar, e podem criam seus próprios turnos com base no que é importante para as pessoas que apoiam. Assim, mesmo durante a necessidade de isolamento físico, os atendimento seguiram sendo praticados.

Durante esse ano, as equipes da organização na Europa trabalharam em vários programas de apoio a pacientes e enfermeiras, incluindo a possibilidade de que idosos infectados com Covid-19 pudessem ser tratados em casa por profissionais especialmente treinados. Além disso, houve uma preocupação com a inovação e pacientes puderam estar conectados virtualmente a médicos especialistas sem deixar seu ambiente familiar, utilizando da telesaúde.

O modelo Buurtzorg ofereceu também suporte de segurança física e mental para os seus profissionais de saúde. Preocupados assim em prevenir problemas ocasionados devido a medos e desafios psicológicos.  Dessa forma, o modelo seguiu apoiando a assistência domiciliar, inclusive, fornecendo tablets para aqueles que mais sofreram com o isolamento. Justamente por serem fáceis de usar e permitirem que as pessoas participem de chats e atividades virtuais. O objetivo, de acordo com Jos de Blok, CEO da empresa, era aprender com a crise e avançar no atendimento domiciliar.

Saúde e segurança no modelo Buurtzoorg

A Buurtzorg sempre apoiou seus clientes a autogerenciar os cuidados tanto quanto possível, assim como as enfermeiras e enfermeiros do modelo também trabalham para mobilizar o apoio da família e da vizinhança. Então mesmo em momentos onde as visitas precisaram ser reduzidas, o cuidado permaneceu intenso e atento.

Nesse ínterim, houve um trabalho para que 100% dos profissionais estivessem com a saúde em dia, com os equipamentos de EPI adequados e atualizados sobre como evitar infecções comunitárias, tanto dentro como fora do trabalho. Esse cuidado reflete diretamente no paciente, que tem a segurança de seguir seus tratamentos sem se preocupar com ser contaminado. 

Aumento da demanda por atendimento domiciliar

Se há um lado positivo na pandemia de Covid-19, é o aumento da educação e da conscientização sobre o papel crítico dos profissionais de saúde e a força que desempenham durante uma emergência como essa. Nesse sentido, também surgiu uma maior consciência do valor do cuidado na comunidade em termos de segurança, eficácia clínica, conveniência e variedade de serviços. Essa mentalidade cresceu tanto nos consumidores quanto na comunidade de saúde. 

Para a indústria de assistência domiciliar, após tudo isso, há uma clara tendência por cuidar da saúde em casa. Isso porque com uma disseminação tão alta nos ambientes de convivência comunitários, como as casas de repouso e clínicas especializadas na internação do doente crônico, as pessoas pensarão duas vezes antes de colocar seus parentes nesses ambientes. Mantê-los sob atenção cuidadosa em seus próprios lares parece não só mais seguro, quanto reconfortante.

No Brasil, a Laços é uma empresa especializada em cuidados domiciliares liderados por enfermeiras e adaptado exclusivamente do modelo Buurtzorg. Essa inovação, parte da solidez de uma equipe multiprofissional. Coisa que no pós-pandemia é uma solução quase que feita sob medida para lidar com as várias questões que devem surgir, como a demanda reprimida por cuidados. 

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Fonte: Self-managed neighbourhood care in a global pandemic: how is Buurtzorg doing?

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