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Vacina contra a Covid-19: qual a previsão para um programa de imunização?

A busca por uma vacina para o novo coronavírus (Covid-19) está em andamento no mundo todo. Governos e pesquisadores pretendem oferecer um programa de imunização a bilhões de pessoas em um prazo de dezoito meses. Tal feito seria sem precedentes.

Muitos especialistas acreditam que a vida diária não pode voltar ao normal até que as populações desenvolvam anticorpos para combater o vírus. Entretanto, mesmo com ensaios clínicos acelerados em andamento, o desenvolvimento de uma vacina, geralmente, leva anos.

Fora que nesse caso, o desenvolvimento bem-sucedido de uma vacina contra Covid-19 não é suficiente. Muitos países ainda vão enfrentar o desafio de produzir as quantidades necessárias para fornecer imunidade a todos os seus cidadãos. Isso, sem mencionar a crescente competição entre as nações, sobre quem terá acesso primeiro assim que ela estiver pronta.

Em que ponto anda o programa de imunização contra Covid-19?

Existem 166 vacinas em diferentes fases de desenvolvimento no mundo, 34 delas em etapas de estudos clínicos em pessoas. Seis já estão na fase 3 de testes, que é a última de desenvolvimento antes da liberação para uso na população. Mais de setenta estão sendo monitoradas pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

As vacinas são frequentemente esforços colaborativos entre setores da sociedade, com empresas farmacêuticas, instituições acadêmicas, agências governamentais e outras organizações. É o caso da pesquisa desenvolvida pelo Instituto Butantan, maior produtor de vacinas e de soros hiperimunes do Brasil, com a companhia privada chinesa Sinovac, que é detentora da vacina Coronovac – já testada e aprovada em estudos animais e em humanos nas fases 1 e 2 com mais de 25 mil pessoas vacinadas na China. 

A OMS e outras instituições multilaterais, como o Banco Mundial, estão focadas no financiamento e fabricação de um programa de imunização para uso global. Os esforços vem, em particular, para garantir uma distribuição justa entre todos os países. 

Como se desenvolve uma vacina?

Para desenvolvê-las, existem muitos estágios. Desde a pesquisa acadêmica inicial até a distribuição em hospitais e consultórios médicos. Os ensaios clínicos são, assim, indicadores cruciais da eficácia de uma vacina. 

As pesquisas em potencial, comumente passam primeiro por testes em animais. Apenas depois há os testes em humanos, que se dividem em três fases, onde se aumenta progressivamente o número de voluntários. Se uma vacina candidata parecer ineficaz, tiver efeitos colaterais ou for muito semelhante às vacinas existentes, ela não avança. Os ensaios, geralmente, dividem os voluntários em grupos. Parte recebe a vacina e parte um placebo.

Se for considerada bem-sucedida em testes em humanos, os desenvolvedores podem buscar a aprovação de uma agência reguladora nacional. Além disso, embora a OMS não aprove os medicamentos, o fabricante pode solicitar a pré-qualificação da agência para um processo que determine a garantia de qualidade. Após todas essas fases, finalmente, a vacina é aprovada por reguladores nacionais em outros países para ser distribuída no exterior. Só a partir daí pode ser fabricada para uso amplo. 

Porém, com a necessidade de bilhões de doses de vacina contra Covid-19, especialistas alertam que serão necessárias muito mais unidades de produção para atender à demanda global. A COVAX, coalizão de 165 países para garantir vacina às nações mais pobres, estimou que exigirá 5,3 bilhões de dólares para aumentar a produção, incluindo a construção de fábricas de produção especializadas. 

Enquanto a vacina não vem… cuide-se!

Apesar da esperançosa estimativa de 18 meses, a produção de uma vacina e de um programa de imunização é um processo longo e temperamental. Ensaios clínicos são difíceis de acelerar porque os anticorpos demoram para se desenvolver no corpo. Dessa forma, a melhor possibilidade ainda é se cuidar com atenção. 

Pratique cuidados simples, como distanciamento físico, use máscaras, mantenha os quartos bem ventilados, evite multidões, limpe bem as mãos e ao tossir, utilize o cotovelo ou lenço de papel dobrado.

Certifique-se na hora de colocar a máscara se as mãos estão limpas, bem como antes e depois de retirá-la. Não se esqueça que ela deve cobrir o nariz, a boca e o queixo. Outra coisa importante é evitar se locomover até hospitais, deixando essa possibilidades apenas para emergências – principalmente os grupos de risco, idosos, doentes crônicos e afins.

A Laços Saúde oferece um sistema de cuidados personalizados e em casa. Ou seja, com os nossos serviços é possível receber os enfermeiros sem sair da segurança do lar, com toda proteção e, ainda assim, não deixar de ter atenção à saúde. 

Fonte: Vacina contra o coronavírus, uma esperança não muito distante
Coronavirus disease (COVID-19) advice for the public

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